Entre 3 a 6 anos (Na pré-escola)
1. Ele persiste em falar como um bebê?
2. Freqüentemente pronuncia palavras de forma errada?
3. Não consegue reconhecer as letras que soletram seu nome?
4. Tem dificuldade em lembrar o nome de letras, números e dias da semana?
5. Leva muito tempo para aprender novas palavras?
6. Tem dificuldade em aprender rimas infantis?
Entre 6 ou 7 anos (Primeira-série)
2. Freqüentemente pronuncia palavras de forma errada?
3. Não consegue reconhecer as letras que soletram seu nome?
4. Tem dificuldade em lembrar o nome de letras, números e dias da semana?
5. Leva muito tempo para aprender novas palavras?
6. Tem dificuldade em aprender rimas infantis?
Entre 6 ou 7 anos (Primeira-série)
2. Não consegue ler palavras simples e monossilábicas, tais como “rei” ou “bom”?
3. Comete erros de leitura que demonstram uma dificuldade em relacionar letras a seus respectivos sons?
4. Tem dificuldade em reconhecer fonemas?
5. Reclama que ler é muito difícil?
6. Freqüentemente comete erros quando escreve e soletra palavras?
7. Memoriza textos sem compreendê-los?
Entre 7 e 12 anos
1. Comete erros ao pronunciar palavras longas ou complicadas?
2. Confunde palavras de sonoridade semelhante, como “tomate” e “tapete”, “loção” e “canção”?
3. Utiliza excessivamente palavras vagas como “coisa”?
4. Tem dificuldade para memorizar datas, nomes ou números de telefone?
5. Pula partes de palavras quando estas têm muitas sílabas?
6. Costuma substituir palavras difíceis por outras mais simples quando lê em voz alta; por exemplo, lê “carro” invés de “automóvel”?
7. Comete muitos erros de ortografia?
8. Escreve de forma confusa?
9. Não consegue terminar as provas de sala-de-aula?
10. Sente muito medo de ler em voz alta?
A partir dos 12 anos
1. Comete erros na pronúncia de palavras longas ou complicadas?
2. Seu nível de leitura está abaixo de seus colegas de sala-de-aula?
3. Inverte a ordem das letras – “bolo” por “lobo”, “lago” por “logo”?
4. Tem dificuldades em soletrar palavras? Soletra a mesma palavra de formas diferentes numa mesma página?
5. Lê muito devagar?
6. Evita ler e escrever ?
7. Tem dificuldade em resolver problemas de matemática que requeiram leitura?
8. Tem muita dificuldade em aprender uma língua estrangeira?
Fontes: Time – July 20, 2003 – The New Science of Dislexia – By Christine Gorman http:/www.interdys.org/index.jsp
Tratamentos
A
maioria dos tratamentos para dislexia enfatiza a assimilação de
fonemas, o desenvolvimento do vocabulário, a melhoria da compreensão e a
fluência na leitura. Esses métodos ajudam o disléxico a reconhecer
sons, sílabas, palavras e frases --pois, para eles, cada termo lido
acaba se parecendo com uma "nova palavra".
É aconselhável que a criança disléxica leia bastante em voz alta para que possa ser corrigida no ato. Alguns estudos sugerem que um tratamento adequado e ministrado bem cedo pode corrigir as falhas nas conexões cerebrais a ponto de elas se tornarem mínimas --isso no caso de dislexia leve, mas, mesmo para portadores de grau médio ou severo, um tratamento direcionado pode diminuir os sintomas. Como os disléxicos costumam ser muito inteligentes, tendem a ativar outras áreas do cérebro para compensar suas perdas de memória e concentração.
Muitos especialistas sugerem, inclusive, que pessoas disléxicas, por serem forçadas a pensar e aprender de forma diferente, se tornam mais criativas e têm idéias inovadoras que superam as de não-disléxicos. Pode não ser determinante, mas vale lembrar que algumas personalidades que se tornaram célebres também eram portadoras desse distúrbio, entre elas o desenhista Walt Disney, a escritora Agatha Christie, o inventor Thomas Edison e o ator Tom Cruise (que diz ter sofrido muito no início da carreira para memorizar seus roteiros).
Mesmo que a dislexia não seja curada, conviver com ela é necessário. Os portadores têm, inclusive, direitos assegurados por lei. Crianças com dislexia podem, por exemplo, pedir para refazer provas orais, ter uma hora a mais nas provas escritas e usar livremente uma calculadora.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u4475.shtml
É aconselhável que a criança disléxica leia bastante em voz alta para que possa ser corrigida no ato. Alguns estudos sugerem que um tratamento adequado e ministrado bem cedo pode corrigir as falhas nas conexões cerebrais a ponto de elas se tornarem mínimas --isso no caso de dislexia leve, mas, mesmo para portadores de grau médio ou severo, um tratamento direcionado pode diminuir os sintomas. Como os disléxicos costumam ser muito inteligentes, tendem a ativar outras áreas do cérebro para compensar suas perdas de memória e concentração.
Muitos especialistas sugerem, inclusive, que pessoas disléxicas, por serem forçadas a pensar e aprender de forma diferente, se tornam mais criativas e têm idéias inovadoras que superam as de não-disléxicos. Pode não ser determinante, mas vale lembrar que algumas personalidades que se tornaram célebres também eram portadoras desse distúrbio, entre elas o desenhista Walt Disney, a escritora Agatha Christie, o inventor Thomas Edison e o ator Tom Cruise (que diz ter sofrido muito no início da carreira para memorizar seus roteiros).
Mesmo que a dislexia não seja curada, conviver com ela é necessário. Os portadores têm, inclusive, direitos assegurados por lei. Crianças com dislexia podem, por exemplo, pedir para refazer provas orais, ter uma hora a mais nas provas escritas e usar livremente uma calculadora.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u4475.shtml
Acima da média
Entretanto,
é comum que a dislexia venha acompanhada de uma inteligência acima da
média, havendo inclusive exemplos de superdotados disléxicos. É o caso
de José Rigoni Júnior, 26, que descobriu possuir o distúrbio aos 18
anos, quando já era aluno da USP (Universidade de São Paulo).Rigoni conta que sempre teve dificuldades na escola, chegando a ser reprovado cinco vezes, apesar de entender todo o conteúdo transmitido pelos professores. O problema é que ele não conseguia expressar esse conteúdo por meio da escrita.
Rigoni conseguiu recuperar o tempo perdido no ensino fundamental por meio de uma lei federal que permite que alunos especiais como ele sejam avançados de série. Na faculdade, ele fazia provas no computador, com o auxílio de corretor ortográfico, ou respondia às perguntas oralmente.
Líderes
Em casos mais leves, o paciente pode nunca perceber que possui o distúrbio. O empresário Cláudio Teixeira, 44, por exemplo, descobriu ser disléxico apenas aos 36 anos de idade. Ele sempre teve dificuldades no período escolar, tanto que mudou de colégio oito vezes durante o Ensino Fundamental e Médio.
"É algo desgastante, influencia muito na vontade de estudar. As letras pulam, mexem de lugar, não dá para aprender. Mas ao mesmo tempo te dá uma garra, uma força para gerenciar, liderar", afirma.
Conforme apontam as pesquisas, essa característica de que o empresário fala é comum à maioria dos disléxicos. Uma das hipóteses apontadas para isso é a configuração cerebral dessas pessoas.
Elas costumam ter o lado direito do cérebro, relacionado às atividades criativas, maior que o esquerdo. Isso faz com que eles geralmente procurem atuar em profissões liberais e artísticas.
Sem comentários:
Enviar um comentário